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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Certa-errada

Sensação de estar completamente certa por estar errada.
Certamente se houvesse mais ação ao invés de imaginação.
Imagine o poder de uma esperança, que cansa de tanto esperar.
Espero que eu possa gritar.
Grito este que ecoa lá fora, que destrava, revigora.
Ou as vozes alheias que atormentam em te interrogar, questionar o tempo perdido.
Perdida, vaga, porém não vazia.
Uma ligação de trejeitos e defeitos,
sem pertencer e se libertar.

Sensação de estar completamente errada por querer estar certa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Banho quente.


Capaz de uma noite eu lembrar de você. E imediatamente esquecer de mim.
Naquele banho quente e demorado, com a música ao lado, duas águas se misturaram, a outra era de minhas lágrimas.
O mundo parecia ter parado e como se fosse possível, só eu ter restado.
Água cristalina, a fumaça e a neblina; Um corpo à mercê da espera.
Daquela mente repleta de lembranças, o vazio da esperança consumia por completo.
E o peito palpitava, apertava.
Mesmo não se tendo mais nada.
Ah... Silêncio, lembranças e desejos.
Consumistes-me tanto que quero partir daqui.
Uma sorte é guardar pra mim.
Aos olhos alheios tudo é passageiro.
Ninguém precisa sentir a dor que domina.
Dê-me alegria, é o que eu peço.
Na estrada dos mistérios, eu sigo pra não voltar.
Há muito por vir e descobrir.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Silêncio

O silêncio é mais destruidor do que as palavras severas.
Não se pode distinguir o que é real.
O oculto é ensurdecedor.
Cultiva a dor, deixando-a em pedaços;
A cicatriz não cura. Há marcas.
Por mais que a face se transforme em muitas,
Tentando driblar a dor.
Dor que se derrama no vinho, no auge de uma sexta-feira à noite.
 Atrevo-me a dizer que: de dor não sinto nada.
Já me basta esquecer o que me deixou marcada.

domingo, 19 de junho de 2011

Neblina

Naquele dia de céu claro, todas as palavras pareciam estar na mais perfeita harmonia; Uma ligação de trejeitos que nem ao menos podia acreditar que podiam existir nessa atmosfera.
O que não se contava, entendia-se com o olhar –algumas vezes –
O primeiro dia sem sol mostrou como é ruim quando você se acostuma com o calor e o que lhe resta é o vento frio. Aquela neblina não me deixava enxergar com exatidão.
Aquele coração aflito. Tão forte-aflito.
Sendo uma coisa só, se fosse possível.
Isso explica o porquê das dúvidas, das noites promíscuas e dias conturbados.
Acreditar que o sol fique por muito tempo.
Me custa acreditar até mesmo quando não ligo.

Viajante

Querer e ter são palavras muito fortes, mas, não me impede de querer ter algo ou alguém.
Nem que seja ao menos eu mesma.
No desfazer do querer sobra apenas minha vontade de voltar.

Daí, o céu estrelado que por sua vez brilha, quer ofuscar a noite; Sem dar bandeira ao viajante.
Meliante, que anda em sua direção. Talvez na mão, milhares de segredos e um pensamento incompreendido pelos olhos.

Pois há uma ventania tão enlouquecedora, que ouso em dizer que aquela que já brilhara, caiu do céu, sentindo o medo que eu temia.

A sorte talvez fosse teu sobrenome, caiu nas mãos do viajante certeiro; Que mesmo parecendo perdido, não queria lhe passar insegurança. As mãos cansadas, porém, confortantes, fizeram o favor de tirar a poeira que teimava em te inibir. Fazendo até ela sorrir, do jeito dela, do jeito que ele possa entender.

O céu está logo ali, faça-me sorrir.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Abismo

Depois que senti o que não esperava; O que temia.
Não senti mais nada.
Sofri em partes desconhecidas. Ria de mim, chorava de mim.
Depois encontrei o que talvez não procurasse, era o que não encantava aos olhos. Mas, encantou minha alma com o passar dos dias.
Estranho repetir agora que sinto mais do que eu mesma sei. O que parecia tão dominado era totalmente equívoco meu.
Prestes ao abismo, não cai. E não vou.
Alguns dizem que a saída está na queda.
Mas não me perguntaram se talvez eu queira voar.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tempo, passa.

O que mais dói agora é perceber que o desejo era apenas ilusão.
Que a importância que tudo isso tinha, não significava nada perto de você.
Passatempo.
Não há o que se queixar, foram memoráveis sensações.
Mas explique isso a mim, com uma lágrima deslizando pela face.
Não, não explique. Já sei.

O timbre da voz não é o mesmo.
Muito menos as feições que carrego no rosto.
Está tudo vazio em minha mente agora.
Mas só por hoje, não mais que isso.
Tempo, passa.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pequenina..

Não quero lidar com meios caminhos;
Quero trajetos, destinos;
Rumos distintos.
Caminhar e seguir sem pensar.
E ter no que me confortar.
E sinto-me perdida quando sou atraída,
Tal força desconhecida,
Que segura os medos,
Pressiona a vontade.
Confunde os conceitos,
Atribui à verdade.

Nota-se a aproximação que é tomada,
O quanto me entrego a cada olhar.
Perco-me em seguida; não demore a me achar.
Teu suspiro já é o bastante; Eu irei, vou voltar.
Mergulhei em uma paixoneta,
Pequenina.. literalmente intensa.


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um ritmo


Lastimáveis sonhos,
Perco-me, logo me acho. Acordo.
Caminhos longos, exaustivos a minha alma.
Melodia é a base, o ritmo a seguir.
Cansei de falar de amor, mas, não de amar.
Fecharei os olhos, me deixe voar.
Guiarei, e vou encontrar.
Encontrar o que penso saber.
Ou aniquilar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Não ligo..


Vamos lá. Não temos tempo. Nunca tivemos.
Pouco tempo pode ser demais. Cada tempo é demais a nós.
Não buscamos significados. Pelo menos parece.
Recuso-me pensar em você. Mesmo pensando.
Continência, abstinência. Dá no mesmo.
Só eu sei o que não posso sentir,
Recuso-me sentir. E sinto.
Sorte que não ligo...

sábado, 8 de maio de 2010

Sem querer

É aquela vontade de não largar, ou de correr sem pensar. Do pedido alcançado, ou do sonho realizado. Um simples encontro, só mais um. Poucas horas, pouco tempo para descobrir o que eu penso saber; E acabar descobrindo algo a mais. Tão inocente, chega a ser engraçado o jeito meigo; Mesmo imaginando onde você quer chegar. Foi sem querer que descobri você, algo inovador. Não ligue para o tempo que passa, tudo acontece no tempo certo. Não será diferente agora!

sábado, 24 de abril de 2010

Mais uma vez


Mais uma vez o coração dispara, perde o compasso, o embalo, o ritmo das batidas. A voz engana, combina, imita e fascina. O olhar se perde, complica, embaça e estranha. A vontade se expande, a consciência te avisa. O instinto reage, mas o corpo se inibe. Os pensamentos são tantos querendo te engolir,  e ao mesmo tempo não pensa em nada como se quisesse fugir.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Gotas

Gotas e mais gotas, a janela vira um quadro embaçado e o artista sou eu, com a ponta dos dedos desenho um coração como se pudesse decifrá-lo. Meus olhos demoram a piscar, pareço mais lenta e mais distante de mim mesma, mas, meu pensamento é unicamente dedicado a você. E nunca sei o porquê das coisas, dos sentidos e pensamentos vagos, talvez a graça de tudo esteja justamente por não saber o que realmente é. A chuva continuará por horas e mais horas, e outros corações poderei desenhar... pena que a chuva irá apagar.

sábado, 13 de março de 2010

Falsa perspectiva



Encontrei-me perdida no meio de tanta perspectiva, onde quem alimentava tudo isto era apenas eu. Afoguei-me em tantas perguntas que não tinham resposta, pois elas não chegavam a você e não saiam de dentro de mim. Minha intuição pedia para ter calma, e segui mesmo com tanta dúvida entre esses passos. Cheguei ao ponto de pensar que havia perdido, e ainda penso seriamente nessa possibilidade, mas, tenho a certeza que ganhei em viver; Pois sei o que fiz, o que quis, e que valeu a pena até não existir mais. Encontrará meu sorriso agora somente quando eu quiser, não terá a sorte de desfrutá-lo espontaneamente; Até porque não deixarei de sorrir. Foi apenas mais uma trilha do meu caminho...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma música



Começaria com letras, formariam frases e depois pensaria em alguma melodia; Algo harmonioso, talvez incorreto e abobalhado. Certamente citaria meu fascínio pelo brilho de seus olhos, que me respondem exatamente o que eu quero saber sem nem ao menos ouvir sua voz. Por vezes tua incerteza e sua falta de confiança fariam parte de tudo aquilo, porém, teus abraços e claros conselhos esclareceriam tudo àquilo que atormenta. Tentaria fazer uma música, mas não consigo, não tenho dom para isso. Então cantarei no pé do seu ouvido a música, a nossa música, em tom baixinho para que somente você escutasse e quando eu voltasse a olhar em teus olhos, eles estariam com o brilho mais fascinante de todos, e a música que eu queria tanto fazer não precisa ser feita, fizeram uma sem saber que seriamos nós. E que passem os anos, lembraremos da música, do brilho dos olhos, e de nós.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Culpa!

Palavras, sentidos, sentimentos. Tudo que se cria perde o significado que um dia existiu. Começa em plena brincadeira, termina com a verdade. O que não existia, agora existe, mesmo quando ninguém mais acredita. Eram planos para passar o tempo, sem culpa, sem pudor; Agora você carrega a maior culpa do mundo, brincou com o amor e criou a dor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010



 O pensamento está longe, os olhos brilham mas não piscam, mas eles estão perdidos, incertos. Ela não sabe o que fazer, se deixa como a sorte ou faz acontecer. Ela tem medo e se acomoda, diz que está bem para não dizer o que realmente sente. Ela não sabe o que sente, essa é a verdade. Ela gosta do carinho, mas, procura achar o amor.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vazio, sem cor, um silêncio maldito.
Uma lágrima e amor, que divide o sentido.
Buscava ali uma resposta que nem pergunta tinha,
brincava com a sorte de ser quem você queria.