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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Certa-errada

Sensação de estar completamente certa por estar errada.
Certamente se houvesse mais ação ao invés de imaginação.
Imagine o poder de uma esperança, que cansa de tanto esperar.
Espero que eu possa gritar.
Grito este que ecoa lá fora, que destrava, revigora.
Ou as vozes alheias que atormentam em te interrogar, questionar o tempo perdido.
Perdida, vaga, porém não vazia.
Uma ligação de trejeitos e defeitos,
sem pertencer e se libertar.

Sensação de estar completamente errada por querer estar certa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Banho quente.


Capaz de uma noite eu lembrar de você. E imediatamente esquecer de mim.
Naquele banho quente e demorado, com a música ao lado, duas águas se misturaram, a outra era de minhas lágrimas.
O mundo parecia ter parado e como se fosse possível, só eu ter restado.
Água cristalina, a fumaça e a neblina; Um corpo à mercê da espera.
Daquela mente repleta de lembranças, o vazio da esperança consumia por completo.
E o peito palpitava, apertava.
Mesmo não se tendo mais nada.
Ah... Silêncio, lembranças e desejos.
Consumistes-me tanto que quero partir daqui.
Uma sorte é guardar pra mim.
Aos olhos alheios tudo é passageiro.
Ninguém precisa sentir a dor que domina.
Dê-me alegria, é o que eu peço.
Na estrada dos mistérios, eu sigo pra não voltar.
Há muito por vir e descobrir.

sábado, 28 de maio de 2011

As vezes

O mais doloroso é sentir o que corroeu.
Não só na alma, mas, na pele.
Algumas das vezes nem se quer aconteceu.
Não existiu. E morro de saudades.
Já me dopei de melancolia no café,
Até cair naquela cama fria.
Pior mesmo quando a nuvem paira,
A mente atende, e ri do a pele sente.
No fechar da noite, o vinho carregava um fugaz devaneio.
De pernas bambas, parei.
Havia sentimento ali que nem a mim pertencia.
Na pia, os deixei.
Acontece as vezes, no silenciar de meus encontros comigo mesma.

terça-feira, 19 de abril de 2011

À mercê

Perder mais uma noite com a lua cheia a espera.
E permanecer sentada à mercê do que viera.
É alma que se desanima, intriga e palpita.
Volta-se a ativa.
Ignorando possíveis barreiras.
Desviando qualquer pensamento óbvio.
Até os complexos.
Apenas objetividade.
A máscara da vontade.
Guiando entre os becos escuros, tais que clareiam com o passar;
Do tempo, talvez.
Escassez.
Nenhuma noite é vazia, mas o que a completa ultimamente não preenche e sim avisa o quanto tudo isso permanece pequeno. Sem encaixe. Daí surge as noites de lua cheia, trancadas, frias e singelas. Porém limitadas. Pensando o que me espera.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Alguém

Alguém em um caminho distante,
movimento constante.
Alguém assim, dos trejeitos despercebidos.
Berrou não ao fácil, querendo a miragem.
Ao desvendar dos mistérios que pairam na maioria das vezes em uma só mente.
Alguém no meio de muitos.
Há loucura, sangue, desejos e sonhos; Mesmo ao desmoronar, com gotas do céu.
Amargo fim que leva a cada canto da rua, as gotas já sujas de ilusões.
Que sofra, socorra e perdoe-me.
Que insista e intensifique o querer em questão.
Trágico é o que a gota faz, desfaz e leva tudo.
Sem regras e possíveis direções.
Alguém dos olhos cansados, porém inquietos. Conseguem ver o que nem mesmo aconteceu.
E de cena em cena eles filmam os lances, até que  a noite paira e tende-se a dormir.
Caindo no mais profundo dos sonos.
Alguém disposto ao brilhar no amanhã, pois a luz está em si. Basta sorrir.
Alguém assim não cansa,
surpreende a própria vida.
Ah... ser alguém.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mera ilusão

Eram como ruas vazias,
Um só caminho;
Não perdido, mas, sem direção.
Confuso, estranho;
E o querer aumentava sem pedir.

Era como uma música,
Aquela preferida;
Que se repetia e repetia.
Fazendo-me não está ali.

Era alguém como você,
Eu via mesmo sem crer.
Não corri, não gritei; Parei.
Não tinha pernas, quando menos chão.
Não tinha pensamento, imagine reação.
Fechei os olhos e pude suspirar,
E notei o quanto uma música faz viajar.
Mera ilusão.
Continuei a caminhar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um ritmo


Lastimáveis sonhos,
Perco-me, logo me acho. Acordo.
Caminhos longos, exaustivos a minha alma.
Melodia é a base, o ritmo a seguir.
Cansei de falar de amor, mas, não de amar.
Fecharei os olhos, me deixe voar.
Guiarei, e vou encontrar.
Encontrar o que penso saber.
Ou aniquilar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Duas rodas


Não há destino. Nem planos.
Um sair por aí, uma volta.
Outra vibe, necessidade.
Duas rodas, bons olhares, palpites e sons.
A boa música é aquela que te faz viajar,
te levando aonde se quer chegar. São minutos, raros e bons.
Por azar ou sorte carrego comigo diversas passagens para tais lugares
em um equipamento eletrônico.
Posso mudar o tempo, as estações, meus amores, os valores
 crescem desejos, de vontades incontroláveis.
Mesmo com o cansaço, sigo pelos cantos da estrada.
 No final de tudo eu volto. Realidade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Imaginário

O ato de imaginar, sair de sua própria realidade sem medo algum. Mudar a ordem, determinar as falas alheias, ações completamente ao nosso favor; Fiz por várias vezes as histórias serem narradas assim, com começo e fim; Mesmo caindo na decepção por nem ter começado, continuei a imaginar como seria engraçado. O domínio, poder nas mãos, ou melhor... na mente! Por vezes até falava sozinha, ria e repetia como se tudo aquilo ficasse bem claro, fazendo assim acontecer. Talvez o que falte é colocar em prática, talvez esse seja o maior erro de uma grande sonhadora, ter medo do imaginário.