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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Certa-errada

Sensação de estar completamente certa por estar errada.
Certamente se houvesse mais ação ao invés de imaginação.
Imagine o poder de uma esperança, que cansa de tanto esperar.
Espero que eu possa gritar.
Grito este que ecoa lá fora, que destrava, revigora.
Ou as vozes alheias que atormentam em te interrogar, questionar o tempo perdido.
Perdida, vaga, porém não vazia.
Uma ligação de trejeitos e defeitos,
sem pertencer e se libertar.

Sensação de estar completamente errada por querer estar certa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

À mercê

Perder mais uma noite com a lua cheia a espera.
E permanecer sentada à mercê do que viera.
É alma que se desanima, intriga e palpita.
Volta-se a ativa.
Ignorando possíveis barreiras.
Desviando qualquer pensamento óbvio.
Até os complexos.
Apenas objetividade.
A máscara da vontade.
Guiando entre os becos escuros, tais que clareiam com o passar;
Do tempo, talvez.
Escassez.
Nenhuma noite é vazia, mas o que a completa ultimamente não preenche e sim avisa o quanto tudo isso permanece pequeno. Sem encaixe. Daí surge as noites de lua cheia, trancadas, frias e singelas. Porém limitadas. Pensando o que me espera.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tais rotinas.

Nunca consegui que o tempo parasse, por mais que fosse um querer momentâneo, acredito que não tenham conseguido até hoje literalmente.
Quando não notamos o tempo passar por nossos olhos, são os momentos que mais aproveitamos; Sem esforços.
Faz a tal ficha cair depois de tantos outros sorrisos e momentos, que de casual tinham apenas a gentil aparência.
Por meio de tantas escolhas, a melhor seria deixar o tempo passar; Deixar-te levar, não em vão, seguir com ele. Na mesma sintonia, no compasso, o timbre e o tom.
O gosto do vinho, o amargo café,
O vento e o frio,
O beijo e o até.
Tais rotinas, deveres, prazeres e quereres.
Disso, não há como esquecer.
Descobri que quando não se cria expectativas não se cria direções...
Pelo menos o sentido delas.

sábado, 7 de agosto de 2010

Repertório


Parece que me atrai esse tempo;
Outras vezes estou à procura do parecido.
Calmaria, céu nublado, música ao fundo, pés sobre o sofá.
Repertório repetitivo, onde sei exatamente a ordem; Cismando na repetição.
O francês ecoa pela sala; em meus gritos devidamente desafinados,
continuo a cantar.
Pobre de mim, mas algo me diz que estou bem assim.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Imaginário

O ato de imaginar, sair de sua própria realidade sem medo algum. Mudar a ordem, determinar as falas alheias, ações completamente ao nosso favor; Fiz por várias vezes as histórias serem narradas assim, com começo e fim; Mesmo caindo na decepção por nem ter começado, continuei a imaginar como seria engraçado. O domínio, poder nas mãos, ou melhor... na mente! Por vezes até falava sozinha, ria e repetia como se tudo aquilo ficasse bem claro, fazendo assim acontecer. Talvez o que falte é colocar em prática, talvez esse seja o maior erro de uma grande sonhadora, ter medo do imaginário.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Voarei

Deixe-me voar! Nem que seja por pensamentos perdidos, e por vezes com razões que eu desconheça. O cabelo irá junto com o vento, e o mesmo me guiará por caminhos por onde nunca explorei, mas saberei justamente que é ali onde quero chegar. Deixe-me voar mesmo com os pés no chão, mesmo com os olhos vendados e que corra perigo; Terei cuidado, há algo que me protege. O impulso será grande e irei longe, mas não o bastante para me perder.
Voarei, explorarei, e acharei o que eu penso não saber conhecer. Ou talvez o grande motivo de continuar voando seja justamente por não querer saber. Não há nada planejado, é apenas mais um vôo sem direção..

terça-feira, 6 de abril de 2010

Gotas

Gotas e mais gotas, a janela vira um quadro embaçado e o artista sou eu, com a ponta dos dedos desenho um coração como se pudesse decifrá-lo. Meus olhos demoram a piscar, pareço mais lenta e mais distante de mim mesma, mas, meu pensamento é unicamente dedicado a você. E nunca sei o porquê das coisas, dos sentidos e pensamentos vagos, talvez a graça de tudo esteja justamente por não saber o que realmente é. A chuva continuará por horas e mais horas, e outros corações poderei desenhar... pena que a chuva irá apagar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Quase 7


Seria como estar dormindo, mas estava acordada.Quieta, sentada, os fones de ouvido invadiam e me traziam uma música barulhenta que talvez me acordasse de uma vez. Eram quase 7 da manhã, meu destino estava próximo, mas, quando menos esperei observei um sorriso passando entre os lugares, na verdade alguém que tinha aquele sorriso, onde os dentes não apareciam, mas nem precisavam para me chamar atenção. Por sua vez, ele era alto e o uniforme cinza caia muito bem, ainda mais para aquela manhã nublada. Só me olhou nos olhos apenas uma vez, porém, seus olhos diziam tanto que me perdi só de admirar e nem disfarçar eu pude, não conseguia. Logo se sentou em minha frente. Pude admirar por minutos incontáveis, seus cabelos castanhos e sua mão que às vezes bagunçava o cabelo. Ao se levantar notei mais alguns detalhes, ele também escutava música, dessa vez seus olhos que sorriram, mas em seguida desceu do ônibus. Não sei se vamos nos reencontrar, não sei ao menos seu nome. Só guardei os olhos marcantes que me desafiaram.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Papel e caneta



Destacado, perdido, sozinho, largado. Atento a todos os assuntos, assuntos desconhecidos, só às vezes me trazem sentido. Sou alguém, porém, sou mais um este lugar. Ruim para alguém que necessita de atenção e compreensão. Não é exibicionismo, é só carência de atenção. Não é egoísmo, talvez seja um pouco de minha parte, mas não quero que seja. Um viajante sempre está com alguém,mesmo que esse alguém seja ele mesmo. Mesmo que a viagem seja de um bairro ao outro, e até de um país a outro. Ser um viajante é sair de onde está e ir aonde se deseja chegar; Ir e chegar, simples. É correr contra o tempo, ou fazer com que ele pare, pelo menos por alguns segundos. O segundo que se para é aquele onde se observa seu espaço naquele lugar, caso eu levante e saia irá continuar seus afazeres e depois perguntarão por mim. Só porque sou um viajante, um novato. O que é um lugar sem os novos? Algo chato! Essa é a melhor resposta, pois um dia tudo cansa, até o novo.
Minha sorte é que sempre terei um bloco de papel e canetas, canetas e mais blocos de papel. Não cansarei de escrever meus pensamentos rápidos e às vezes com sentidos. Às vezes escrevo para que eu leia e apenas isso. Outras vezes penso assim, e muitos lêem. Poucos entendem o que eu realmente quis dizer com tudo aquilo. Outros entendem só o que querem entender e usam como um pequeno conselho, que de conselho não tem nada, pois ele já pensava aquilo e continuou pensando, lendo e desfigurando o que eu escrevi. Interpretar é algo que sempre será diferente para cada um, e que bom que é assim. Cada ponto de vista tem o sentido exato do que se quer entender e nada mais. Tenha blocos de papel e canetas, de uma simples frase chegará a conceitos que nem você pensava que saiba. Escrever é entrar em contato consigo mesmo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



E não é pelo fato de estar te olhando, que estou vendo o que você quer que eu veja.
Meus olhos te filmam, minha mente decide o que entender. Você faz a cena, e eu sou o crítico. Mas sem saber eu revejo tudo, com detalhes, e não consigo parar de pensar em você.