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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mera ilusão

Eram como ruas vazias,
Um só caminho;
Não perdido, mas, sem direção.
Confuso, estranho;
E o querer aumentava sem pedir.

Era como uma música,
Aquela preferida;
Que se repetia e repetia.
Fazendo-me não está ali.

Era alguém como você,
Eu via mesmo sem crer.
Não corri, não gritei; Parei.
Não tinha pernas, quando menos chão.
Não tinha pensamento, imagine reação.
Fechei os olhos e pude suspirar,
E notei o quanto uma música faz viajar.
Mera ilusão.
Continuei a caminhar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aperte o play

Apenas uma observação, um ponto de vista; Exatidão.
Sinta o tremor da música que lhe serve como trilha, absorva tudo que captar com seus olhos; Viva outra história enquanto a música não termina; Aperte o play.
Lembre do que nunca esqueceu; Invente a melhor forma do imaginário; Não saia do lugar, feche os olhos e não se esqueça de voar; Pause para enfatizar.
Ria do improvável, do inconsolável; Do que se oprimi e não aconteceu; Ultrapasse as expectativas; Não seja dependente da trilha que lhe aparece á frente; No ritmo que quiser um dia se chega lá; Mesmo sem saber aonde se quer chegar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Quase 7


Seria como estar dormindo, mas estava acordada.Quieta, sentada, os fones de ouvido invadiam e me traziam uma música barulhenta que talvez me acordasse de uma vez. Eram quase 7 da manhã, meu destino estava próximo, mas, quando menos esperei observei um sorriso passando entre os lugares, na verdade alguém que tinha aquele sorriso, onde os dentes não apareciam, mas nem precisavam para me chamar atenção. Por sua vez, ele era alto e o uniforme cinza caia muito bem, ainda mais para aquela manhã nublada. Só me olhou nos olhos apenas uma vez, porém, seus olhos diziam tanto que me perdi só de admirar e nem disfarçar eu pude, não conseguia. Logo se sentou em minha frente. Pude admirar por minutos incontáveis, seus cabelos castanhos e sua mão que às vezes bagunçava o cabelo. Ao se levantar notei mais alguns detalhes, ele também escutava música, dessa vez seus olhos que sorriram, mas em seguida desceu do ônibus. Não sei se vamos nos reencontrar, não sei ao menos seu nome. Só guardei os olhos marcantes que me desafiaram.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma música



Começaria com letras, formariam frases e depois pensaria em alguma melodia; Algo harmonioso, talvez incorreto e abobalhado. Certamente citaria meu fascínio pelo brilho de seus olhos, que me respondem exatamente o que eu quero saber sem nem ao menos ouvir sua voz. Por vezes tua incerteza e sua falta de confiança fariam parte de tudo aquilo, porém, teus abraços e claros conselhos esclareceriam tudo àquilo que atormenta. Tentaria fazer uma música, mas não consigo, não tenho dom para isso. Então cantarei no pé do seu ouvido a música, a nossa música, em tom baixinho para que somente você escutasse e quando eu voltasse a olhar em teus olhos, eles estariam com o brilho mais fascinante de todos, e a música que eu queria tanto fazer não precisa ser feita, fizeram uma sem saber que seriamos nós. E que passem os anos, lembraremos da música, do brilho dos olhos, e de nós.