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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Certa-errada

Sensação de estar completamente certa por estar errada.
Certamente se houvesse mais ação ao invés de imaginação.
Imagine o poder de uma esperança, que cansa de tanto esperar.
Espero que eu possa gritar.
Grito este que ecoa lá fora, que destrava, revigora.
Ou as vozes alheias que atormentam em te interrogar, questionar o tempo perdido.
Perdida, vaga, porém não vazia.
Uma ligação de trejeitos e defeitos,
sem pertencer e se libertar.

Sensação de estar completamente errada por querer estar certa.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Silêncio

O silêncio é mais destruidor do que as palavras severas.
Não se pode distinguir o que é real.
O oculto é ensurdecedor.
Cultiva a dor, deixando-a em pedaços;
A cicatriz não cura. Há marcas.
Por mais que a face se transforme em muitas,
Tentando driblar a dor.
Dor que se derrama no vinho, no auge de uma sexta-feira à noite.
 Atrevo-me a dizer que: de dor não sinto nada.
Já me basta esquecer o que me deixou marcada.

sábado, 28 de maio de 2011

As vezes

O mais doloroso é sentir o que corroeu.
Não só na alma, mas, na pele.
Algumas das vezes nem se quer aconteceu.
Não existiu. E morro de saudades.
Já me dopei de melancolia no café,
Até cair naquela cama fria.
Pior mesmo quando a nuvem paira,
A mente atende, e ri do a pele sente.
No fechar da noite, o vinho carregava um fugaz devaneio.
De pernas bambas, parei.
Havia sentimento ali que nem a mim pertencia.
Na pia, os deixei.
Acontece as vezes, no silenciar de meus encontros comigo mesma.

sábado, 9 de abril de 2011

Asas ao vento

Por onde vou, por onde estou, pra onde quero ir?
E aí me pego pensando em ti.
Será que basta apenas um vôo em plena tarde?
Que no final me canso até mesmo de minhas próprias asas.
Guardando-as temporariamente.
A indagação que se encontra não me sufoca; Provoca.
O que é liberto me dá asas,
Espontaneamente a voar.
Mas as mesmas asas não me guiam com atenção.
Asas ao vento.
Sem ilusão.
Daí não quer e volta a querer.
No café amargo gotas do meu próprio egoísmo;
Insisto em beber.
É por pensar em mim, que penso em mim mesma.
Só que o frio já vem,
A chuva teima
E o medo atormenta.
Vou voar.
Mas, pousarei aonde o coração deixar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

'Até logo..'

Fique aqui, ou vá de uma vez.
O que mais tornava tudo mais fácil era a simplicidade criada sobre tanta coisa; Pouco tempo.
Tempo que não se media, não se podia, e atrevo-me a dizer que nem querer se queria. Curtia-se.
Não existia um amanhã. Apenas um 'até logo'. Um logo não distante; Era contagiante como se tinha quase tudo, intenso e rápido.

Foi como um vício e sinto-me em total abstinência. Faltam doses, precisariam me repor ainda mais. E mesmo  não sendo à tua dose, reponho-me com outras. Não me entreguei. Sempre soube onde meus passos me levariam; Ainda estou caminhando... basta saber o que vou encontrar agora nesta próxima dose.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mera ilusão

Eram como ruas vazias,
Um só caminho;
Não perdido, mas, sem direção.
Confuso, estranho;
E o querer aumentava sem pedir.

Era como uma música,
Aquela preferida;
Que se repetia e repetia.
Fazendo-me não está ali.

Era alguém como você,
Eu via mesmo sem crer.
Não corri, não gritei; Parei.
Não tinha pernas, quando menos chão.
Não tinha pensamento, imagine reação.
Fechei os olhos e pude suspirar,
E notei o quanto uma música faz viajar.
Mera ilusão.
Continuei a caminhar.

sábado, 17 de abril de 2010

Nostalgia!

Imagine: Você sentado, quieto, olhando fixamente para frente. Imagine também que tudo a sua volta está em movimento. Tudo vai passando tão depressa, poucas coisas ficam em sua mente, e agora aquela música começa a tocar e suas memórias começam a surgir no pensamento fazendo você sorrir. Você continua tendo a sensação de que tudo está passando, mas só você está no mesmo lugar, e pior de tudo é que não se pode olhar para trás. E se você olhar para os lados, por um momento, o que passava tão depressa vira lento, quase parando; Talvez seja a hora de mudar a direção e seguir junto, não deixar nada passar; Nenhum dia de chuva ou de sol; Um amor aventureiro ou um que dê em casamento; Um momento triste ou outro marcante de alegria; Uma bolinha de sabão ou de chiclete; Um novo amigo; Uma noite inesquecível, as montanhas, o abismo; Vários caminhos.
E as lembranças sempre aparecerão, mesmo não querendo. Basta uma única coisa, de tudo irá lembrar. Ninguém tira suas lembranças, nem mesmo o pior pensamento. Sente-se e deixe o vento bater em seu rosto, lembre-se, imagine, faça acontecer para depois lembrar. Nostalgia!