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quarta-feira, 17 de março de 2010

Quase 7


Seria como estar dormindo, mas estava acordada.Quieta, sentada, os fones de ouvido invadiam e me traziam uma música barulhenta que talvez me acordasse de uma vez. Eram quase 7 da manhã, meu destino estava próximo, mas, quando menos esperei observei um sorriso passando entre os lugares, na verdade alguém que tinha aquele sorriso, onde os dentes não apareciam, mas nem precisavam para me chamar atenção. Por sua vez, ele era alto e o uniforme cinza caia muito bem, ainda mais para aquela manhã nublada. Só me olhou nos olhos apenas uma vez, porém, seus olhos diziam tanto que me perdi só de admirar e nem disfarçar eu pude, não conseguia. Logo se sentou em minha frente. Pude admirar por minutos incontáveis, seus cabelos castanhos e sua mão que às vezes bagunçava o cabelo. Ao se levantar notei mais alguns detalhes, ele também escutava música, dessa vez seus olhos que sorriram, mas em seguida desceu do ônibus. Não sei se vamos nos reencontrar, não sei ao menos seu nome. Só guardei os olhos marcantes que me desafiaram.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma música



Começaria com letras, formariam frases e depois pensaria em alguma melodia; Algo harmonioso, talvez incorreto e abobalhado. Certamente citaria meu fascínio pelo brilho de seus olhos, que me respondem exatamente o que eu quero saber sem nem ao menos ouvir sua voz. Por vezes tua incerteza e sua falta de confiança fariam parte de tudo aquilo, porém, teus abraços e claros conselhos esclareceriam tudo àquilo que atormenta. Tentaria fazer uma música, mas não consigo, não tenho dom para isso. Então cantarei no pé do seu ouvido a música, a nossa música, em tom baixinho para que somente você escutasse e quando eu voltasse a olhar em teus olhos, eles estariam com o brilho mais fascinante de todos, e a música que eu queria tanto fazer não precisa ser feita, fizeram uma sem saber que seriamos nós. E que passem os anos, lembraremos da música, do brilho dos olhos, e de nós.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



E não é pelo fato de estar te olhando, que estou vendo o que você quer que eu veja.
Meus olhos te filmam, minha mente decide o que entender. Você faz a cena, e eu sou o crítico. Mas sem saber eu revejo tudo, com detalhes, e não consigo parar de pensar em você.