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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Certa-errada

Sensação de estar completamente certa por estar errada.
Certamente se houvesse mais ação ao invés de imaginação.
Imagine o poder de uma esperança, que cansa de tanto esperar.
Espero que eu possa gritar.
Grito este que ecoa lá fora, que destrava, revigora.
Ou as vozes alheias que atormentam em te interrogar, questionar o tempo perdido.
Perdida, vaga, porém não vazia.
Uma ligação de trejeitos e defeitos,
sem pertencer e se libertar.

Sensação de estar completamente errada por querer estar certa.

domingo, 19 de junho de 2011

Viajante

Querer e ter são palavras muito fortes, mas, não me impede de querer ter algo ou alguém.
Nem que seja ao menos eu mesma.
No desfazer do querer sobra apenas minha vontade de voltar.

Daí, o céu estrelado que por sua vez brilha, quer ofuscar a noite; Sem dar bandeira ao viajante.
Meliante, que anda em sua direção. Talvez na mão, milhares de segredos e um pensamento incompreendido pelos olhos.

Pois há uma ventania tão enlouquecedora, que ouso em dizer que aquela que já brilhara, caiu do céu, sentindo o medo que eu temia.

A sorte talvez fosse teu sobrenome, caiu nas mãos do viajante certeiro; Que mesmo parecendo perdido, não queria lhe passar insegurança. As mãos cansadas, porém, confortantes, fizeram o favor de tirar a poeira que teimava em te inibir. Fazendo até ela sorrir, do jeito dela, do jeito que ele possa entender.

O céu está logo ali, faça-me sorrir.

sábado, 9 de abril de 2011

Asas ao vento

Por onde vou, por onde estou, pra onde quero ir?
E aí me pego pensando em ti.
Será que basta apenas um vôo em plena tarde?
Que no final me canso até mesmo de minhas próprias asas.
Guardando-as temporariamente.
A indagação que se encontra não me sufoca; Provoca.
O que é liberto me dá asas,
Espontaneamente a voar.
Mas as mesmas asas não me guiam com atenção.
Asas ao vento.
Sem ilusão.
Daí não quer e volta a querer.
No café amargo gotas do meu próprio egoísmo;
Insisto em beber.
É por pensar em mim, que penso em mim mesma.
Só que o frio já vem,
A chuva teima
E o medo atormenta.
Vou voar.
Mas, pousarei aonde o coração deixar.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Alguém

Alguém em um caminho distante,
movimento constante.
Alguém assim, dos trejeitos despercebidos.
Berrou não ao fácil, querendo a miragem.
Ao desvendar dos mistérios que pairam na maioria das vezes em uma só mente.
Alguém no meio de muitos.
Há loucura, sangue, desejos e sonhos; Mesmo ao desmoronar, com gotas do céu.
Amargo fim que leva a cada canto da rua, as gotas já sujas de ilusões.
Que sofra, socorra e perdoe-me.
Que insista e intensifique o querer em questão.
Trágico é o que a gota faz, desfaz e leva tudo.
Sem regras e possíveis direções.
Alguém dos olhos cansados, porém inquietos. Conseguem ver o que nem mesmo aconteceu.
E de cena em cena eles filmam os lances, até que  a noite paira e tende-se a dormir.
Caindo no mais profundo dos sonos.
Alguém disposto ao brilhar no amanhã, pois a luz está em si. Basta sorrir.
Alguém assim não cansa,
surpreende a própria vida.
Ah... ser alguém.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Lembranças

Não se tratava de alguma doença, mas, já me sentia curada de certa forma; Daí, as visões resolvem aparecer novamente, completamente do nada; Sem pedir permissão. Ora, que atrevo esse, não? Estava quieta, e com a certeza que estava quieta demais para uma complicada eu.
Os dias fizeram seu papel e passaram como se não houvesse mais nada; Certo eles. A cada esquina que contém teu nome ou tua presença, passaram a sumir; Também sem pedir coisa alguma.
A passagem era menos dolorosa, nem mesmo a batida daquela música tinha o mesmo efeito que causava em mim. Es que em mim às vezes não parece ser o que era; Não passiva ao ponto de deixar tudo passar; Mas, não me queixo e sinto-me levar.
Daí, as vozes voltam, o perfume de todos é o mesmo; é o teu. Meu riso vem sozinho, daquilo que já nem lembrava mais. As ruas falam, o coração quer concordar junto delas. Fazendo tudo isso se juntar e me fazendo despedaçar como uma pétala de uma simples rosa.
Sorte ou não, é passageiro. Batidas lentas, fracas, sublimes. E você lá, há uma distância que nem eu mesma sei contar. Pobre de quem não tem lembranças e não pode nem ao menos se afogar nelas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Imensidade

Tais como foram e ainda vêm.
O inseguro transborda, transmite;
É agudo, assíduo e vigente.
Dias contados, passados e perdidos.
No meio do agir, do querer e erguer.
Conseguir flutuar sem temer.
Viver.
Vai saber o que dizer... se envolve o querer,
E silenciar com o olhar.
Vigiando o itinerário das feições que paralisam, devido tal intensidade.
Aniquilando a saudade da mais aguçada forma,
Dolorosamente a qualquer olhar.
Aquilo de amar.
Adorar os segundos e afundo passar por horas e mais horas.
Se a palavra não souber usar.
Encontrando-se absolutamente entregue.
Disposto a viver, não entre linhas, sim à imensidade.
Coragem.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tais rotinas.

Nunca consegui que o tempo parasse, por mais que fosse um querer momentâneo, acredito que não tenham conseguido até hoje literalmente.
Quando não notamos o tempo passar por nossos olhos, são os momentos que mais aproveitamos; Sem esforços.
Faz a tal ficha cair depois de tantos outros sorrisos e momentos, que de casual tinham apenas a gentil aparência.
Por meio de tantas escolhas, a melhor seria deixar o tempo passar; Deixar-te levar, não em vão, seguir com ele. Na mesma sintonia, no compasso, o timbre e o tom.
O gosto do vinho, o amargo café,
O vento e o frio,
O beijo e o até.
Tais rotinas, deveres, prazeres e quereres.
Disso, não há como esquecer.
Descobri que quando não se cria expectativas não se cria direções...
Pelo menos o sentido delas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Incontrolávelmente

A única verdade dita é a que não consigo dizer.
Aquela onde sei exatamente os propósitos, Onde minha própria coragem estabelece contato, mas não ainda com exatidão;

Entre o respiro ofegante, A melodia, e o pensar; Fico à espera.
Agora sem pressa,
Com vontade
Incontrolávelmente
Não me peça palavras, quanto mais sentidos.
Vou indo... de cabeça fresca; Corpo levemente suave, palavras travadas na garganta.
Não penso em cair, nem se estou em pleno vôo.
Não há nada que me faça pensar, não agora.
Não como antes.
Bom ou ruim, tanto faz.
De querer em querer não há como parar; E nem quero.
O sorrir acaba de começar...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pequenina..

Não quero lidar com meios caminhos;
Quero trajetos, destinos;
Rumos distintos.
Caminhar e seguir sem pensar.
E ter no que me confortar.
E sinto-me perdida quando sou atraída,
Tal força desconhecida,
Que segura os medos,
Pressiona a vontade.
Confunde os conceitos,
Atribui à verdade.

Nota-se a aproximação que é tomada,
O quanto me entrego a cada olhar.
Perco-me em seguida; não demore a me achar.
Teu suspiro já é o bastante; Eu irei, vou voltar.
Mergulhei em uma paixoneta,
Pequenina.. literalmente intensa.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Me acorde

Não estou interessada, não busco interesse algum.
Há uma calmaria tão grande que me perturba aos poucos, incomoda aos montes.
E o pior de tudo, é o meu bem. Sinto-me bem, não nego. Vivo.
Uma parte recolhe-se, enquanto a outra transborda espontaneamente.
Há uma linha muito fina entre os dois.
Outros alegam erradamente.
Há tanto de mim por aí,
E tanto a descobrir por vir.
Me acorde quando chegar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um ritmo


Lastimáveis sonhos,
Perco-me, logo me acho. Acordo.
Caminhos longos, exaustivos a minha alma.
Melodia é a base, o ritmo a seguir.
Cansei de falar de amor, mas, não de amar.
Fecharei os olhos, me deixe voar.
Guiarei, e vou encontrar.
Encontrar o que penso saber.
Ou aniquilar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Duas rodas


Não há destino. Nem planos.
Um sair por aí, uma volta.
Outra vibe, necessidade.
Duas rodas, bons olhares, palpites e sons.
A boa música é aquela que te faz viajar,
te levando aonde se quer chegar. São minutos, raros e bons.
Por azar ou sorte carrego comigo diversas passagens para tais lugares
em um equipamento eletrônico.
Posso mudar o tempo, as estações, meus amores, os valores
 crescem desejos, de vontades incontroláveis.
Mesmo com o cansaço, sigo pelos cantos da estrada.
 No final de tudo eu volto. Realidade.

sábado, 7 de agosto de 2010

Repertório


Parece que me atrai esse tempo;
Outras vezes estou à procura do parecido.
Calmaria, céu nublado, música ao fundo, pés sobre o sofá.
Repertório repetitivo, onde sei exatamente a ordem; Cismando na repetição.
O francês ecoa pela sala; em meus gritos devidamente desafinados,
continuo a cantar.
Pobre de mim, mas algo me diz que estou bem assim.