segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pequenina..

Não quero lidar com meios caminhos;
Quero trajetos, destinos;
Rumos distintos.
Caminhar e seguir sem pensar.
E ter no que me confortar.
E sinto-me perdida quando sou atraída,
Tal força desconhecida,
Que segura os medos,
Pressiona a vontade.
Confunde os conceitos,
Atribui à verdade.

Nota-se a aproximação que é tomada,
O quanto me entrego a cada olhar.
Perco-me em seguida; não demore a me achar.
Teu suspiro já é o bastante; Eu irei, vou voltar.
Mergulhei em uma paixoneta,
Pequenina.. literalmente intensa.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mera ilusão

Eram como ruas vazias,
Um só caminho;
Não perdido, mas, sem direção.
Confuso, estranho;
E o querer aumentava sem pedir.

Era como uma música,
Aquela preferida;
Que se repetia e repetia.
Fazendo-me não está ali.

Era alguém como você,
Eu via mesmo sem crer.
Não corri, não gritei; Parei.
Não tinha pernas, quando menos chão.
Não tinha pensamento, imagine reação.
Fechei os olhos e pude suspirar,
E notei o quanto uma música faz viajar.
Mera ilusão.
Continuei a caminhar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mergulho


A culpa é tua,
Teu semblante que surge à mente;
Tuas palavras que me devoram aos poucos.
Ansiedade, uma confusão de sentidos.
Tremor de um mergulho, de cair e não voltar.

Mas preciso voar,
Uma troca de lugar.
Imagine um perigo,
Um sorriso,
Quase um vício.
Minha culpa imaginar..


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Trajetos despercebidos

Sejamos um, ou dois. Que Sá três até.
Sejamos perto, colante, juntinho, não distante.
Só para vê como é.
Uma viagem constante, fingida ou a pé.
No vale de meus sorrisos,
Trajetos despercebidos.
A esperança juntou-se com a fé.
Corra, e o vento, me abrace.
Sinto-me perto do que não é.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Me acorde

Não estou interessada, não busco interesse algum.
Há uma calmaria tão grande que me perturba aos poucos, incomoda aos montes.
E o pior de tudo, é o meu bem. Sinto-me bem, não nego. Vivo.
Uma parte recolhe-se, enquanto a outra transborda espontaneamente.
Há uma linha muito fina entre os dois.
Outros alegam erradamente.
Há tanto de mim por aí,
E tanto a descobrir por vir.
Me acorde quando chegar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um ritmo


Lastimáveis sonhos,
Perco-me, logo me acho. Acordo.
Caminhos longos, exaustivos a minha alma.
Melodia é a base, o ritmo a seguir.
Cansei de falar de amor, mas, não de amar.
Fecharei os olhos, me deixe voar.
Guiarei, e vou encontrar.
Encontrar o que penso saber.
Ou aniquilar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Duas rodas


Não há destino. Nem planos.
Um sair por aí, uma volta.
Outra vibe, necessidade.
Duas rodas, bons olhares, palpites e sons.
A boa música é aquela que te faz viajar,
te levando aonde se quer chegar. São minutos, raros e bons.
Por azar ou sorte carrego comigo diversas passagens para tais lugares
em um equipamento eletrônico.
Posso mudar o tempo, as estações, meus amores, os valores
 crescem desejos, de vontades incontroláveis.
Mesmo com o cansaço, sigo pelos cantos da estrada.
 No final de tudo eu volto. Realidade.

sábado, 7 de agosto de 2010

Repertório


Parece que me atrai esse tempo;
Outras vezes estou à procura do parecido.
Calmaria, céu nublado, música ao fundo, pés sobre o sofá.
Repertório repetitivo, onde sei exatamente a ordem; Cismando na repetição.
O francês ecoa pela sala; em meus gritos devidamente desafinados,
continuo a cantar.
Pobre de mim, mas algo me diz que estou bem assim.