sábado, 7 de agosto de 2010

Repertório


Parece que me atrai esse tempo;
Outras vezes estou à procura do parecido.
Calmaria, céu nublado, música ao fundo, pés sobre o sofá.
Repertório repetitivo, onde sei exatamente a ordem; Cismando na repetição.
O francês ecoa pela sala; em meus gritos devidamente desafinados,
continuo a cantar.
Pobre de mim, mas algo me diz que estou bem assim.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Arriscar


Um suspiro após o outro;
Risos desconcertantes, olhares, instintos.
Nunca liguei para ordem dos fatores,
Muito menos a quem se ligava;
Sempre há um lado bom, mesmo sendo ruim. Analise.
Mesmo que não pareça comigo, espere caso saia do habitual
Sempre terá algo de mim.
Jamais chegará a entendimento algum. Pura incógnita.
Funciona assim, é bom teimar. Você pode ter razão, sabia?
Arriscar.
Restaram-me alguns livros na estante, mas não leio. Não com freqüência.
Há também canções, e uma rosa. Não sei quem deixou.
Prefiro a lua, mas, o sol me chama.
Venha! Ande, não vou embora. Não agora.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Não ligo..


Vamos lá. Não temos tempo. Nunca tivemos.
Pouco tempo pode ser demais. Cada tempo é demais a nós.
Não buscamos significados. Pelo menos parece.
Recuso-me pensar em você. Mesmo pensando.
Continência, abstinência. Dá no mesmo.
Só eu sei o que não posso sentir,
Recuso-me sentir. E sinto.
Sorte que não ligo...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vício...



Cada um sabia o seu lugar,
De fato não era necessário comentar.
Só agir, alimentar-se de desejos.
Alguns minutos. Ou dias.
Talvez não fosse nada. Ou fosse tudo.
Ou fossem os dois, tão rápido, sem raciocínio algum.
Porém, sem planos. Apenas ocasiões.
O Tempo que passa,
As pessoas passam como o tempo.
Mas não significa mudança.
Continuava, prolongava sem perceber.
É extremamente divertido.
Como não pensar quando o silêncio se faz presente?
Não há vício!
Apenas preciso repor minha dose de você.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Máscara


Fiz de mim uma máscara,
Não por medo, sim precaução.
A naturalidade era superior,
Mas do que o momento exigia.
Não mudei, progredi.
Mantive sutil e devidamente determinada.
Não sei se foi algo sem querer,
Ou chegue a ser proposital;
Mas os olhares se encontravam com facilidade.
Teimava com o perigo, cheguei perto da gota de uma aventura.
Hora que acelerava e alguns segundos que paravam.
 Não se entendia.
Promiscuidade que surgia, se escondia, ressurgia...
Mas costumam dizer que tudo tem seu momento,
E aquele era só para mexer com nossas mentes.
Talvez mais com uma do que a outra, mas sim bagunçar idéias.
Até o último olhar da noite,
Um repentino primeiro encontro.
Sem mais.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aperte o play

Apenas uma observação, um ponto de vista; Exatidão.
Sinta o tremor da música que lhe serve como trilha, absorva tudo que captar com seus olhos; Viva outra história enquanto a música não termina; Aperte o play.
Lembre do que nunca esqueceu; Invente a melhor forma do imaginário; Não saia do lugar, feche os olhos e não se esqueça de voar; Pause para enfatizar.
Ria do improvável, do inconsolável; Do que se oprimi e não aconteceu; Ultrapasse as expectativas; Não seja dependente da trilha que lhe aparece á frente; No ritmo que quiser um dia se chega lá; Mesmo sem saber aonde se quer chegar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Doce menina


Olhe onde ela está, perdida neste lugar; Atrás do sonho, da vontade
do que nunca é sua realidade.
Imagine só aquela alegria
sendo destruída, iludida e sozinha; Sozinha mesmo tendo os seus.
Quando os olhos fecham e não há mais luz; Olhe como se conforma,
parece que busca outro caminho, mas não confiando nos atalhos que lhe sobram.
Que estranha a sensação, que confuso. Ao abrir os olhos se tem outra vida mesmo pertencendo-a, terá que construir inventar, criar. Viver!
Não se canse, não desista, uma doce menina que tem tanto a viver.
Levante e aprenda, há sempre algo que nos espera.
Observe, fique atenta.
Mesmo se fechar os olhos não ficará sozinha,
pois é uma doce menina atrás do seu próprio bem.
O tempo continua a passar, e se for preciso abusar
não tema, não sinta medo
muito menos imagine como irá ser, deixe que vá acontecer.
Caso tenha que ir, respire fundo e encare como um novo parágrafo
isso não significa que já é o fim, serão apenas mais detalhes
outros risos e sabores.
Encare tudo como aprendizado, mesmo que pareça doloroso; É uma vida, uma história que precisa ser contada,
tenha orgulho por estar aprendendo e não fraquejando diante as coisas.
Doce menina... ah menina!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Espaço

Liberdade não é um espaço para fugir, e sim um espaço para se encontrar. Palavras assim são mais fáceis, basta-me construir e entender. Questão rápida, cabível e explicável. Ser não for, não será, e caso seja seguirei para que continue sendo, bem simples na ponta do lápis.
Correr e parar, seguir sem pensar; Não dá, não para mim. Ou talvez não dê a nós; Um dia terá resposta, mas, não corro atrás de nenhuma, pois queria apenas sentir.

Deparo-me agora apenas com melodias e um espaço vazio, onde apenas minha mente consegue entender.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Minha sintonia


Perderia mais tempo se tivesse, mas, talvez eu tenha e não saiba.
Nunca sei ao certo, sempre questiono para ser questionada. Encontrar-me perdida no meio de palavras, ou melhor, no meio de obscuros pensamentos; Incertos, irreais. Enquanto tudo tem o seu lugar, sua sintonia.
Veja como soa mais leve um simples momento alegre, com sorrisos e algumas palavras, ou gestos suaves, sem seguir nenhuma ordem, só um instinto. Ser livre, começando pela mente, depois o corpo e a alma; de algum jeito, amando.
Naturalmente, espontaneamente como for... não tente apressar-me mas sentirei muito caso venha a se cansar, sigo lento mas não paro; E se parar deixe que saberei a hora de seguir. Não é por mal, apenas uma sintonia que me pertence.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Imaginário

O ato de imaginar, sair de sua própria realidade sem medo algum. Mudar a ordem, determinar as falas alheias, ações completamente ao nosso favor; Fiz por várias vezes as histórias serem narradas assim, com começo e fim; Mesmo caindo na decepção por nem ter começado, continuei a imaginar como seria engraçado. O domínio, poder nas mãos, ou melhor... na mente! Por vezes até falava sozinha, ria e repetia como se tudo aquilo ficasse bem claro, fazendo assim acontecer. Talvez o que falte é colocar em prática, talvez esse seja o maior erro de uma grande sonhadora, ter medo do imaginário.

sábado, 8 de maio de 2010

Sem querer

É aquela vontade de não largar, ou de correr sem pensar. Do pedido alcançado, ou do sonho realizado. Um simples encontro, só mais um. Poucas horas, pouco tempo para descobrir o que eu penso saber; E acabar descobrindo algo a mais. Tão inocente, chega a ser engraçado o jeito meigo; Mesmo imaginando onde você quer chegar. Foi sem querer que descobri você, algo inovador. Não ligue para o tempo que passa, tudo acontece no tempo certo. Não será diferente agora!